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FEUERSTEIN, VYGOTSKY e PIAGET

Patricia Trigo patricia_trigo@yahoo.com.br

Esse artigo traz algumas características comuns e distintas de três grandes nomes da Educação. Através de seus trabalhos, eles apresentam teorias e modelos de intervenção que acreditam ser eficientes. Independente dos diferentes pontos de vista, todos concordam que todo e qualquer aluno é capaz de aprender em esquema de cooperação.

Vygotsky defende que a interseção entre o homem e o seu meio sócio-cultural é formador das características humanas. Ao mesmo tempo que o ser humano transforma o seu meio para atender às suas necessidades, transforma-se a si mesmo. Ele ressalta ainda que: “quando o homem modifica o ambiente através do seu próprio comportamento, essa mesma modificação vai influenciar seu comportamento futuro”. (Luria et alli REGO, 1995; pp. 41)

Vygotsky afirma ainda que a relação do homem com o mundo não é uma relação direta pois ela é mediada por meios que são ferramentas criadas exclusivamente pelo próprio homem. Este autor atribui importância à dimensão social que fornece instrumentos que medeiam a relação do indivíduo com o mundo, fornecendo também formas de agir. E é por isso que ele vai destacar a relação entre desenvolvimento e aprendizagem.

O autor identifica o nível de desenvolvimento real, que são as conquistas já efetivadas, e o nível de desenvolvimento potencial, que é o que a criança é capaz de fazer perante a ajuda de um mediador, seja ele um ser humano ou não.

A distância entre aquilo que ela é capaz de fazer de forma autônoma e o que ela realiza em colaboração com os outros elementos de seu grupo, é o que Vygotsky chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP). Esta última é o espaço onde ocorre a aprendizagem.

Feuerstein interpreta o desenvolvimento cognitivo como decorrente de duas formas de interação das crianças com seu meio: por um lado, ela aprende e se desenvolve por meio da percepção, assimilação e processamento direto dos estímulos existentes ao seu redor. Por outro lado, a criança aprende através da mediação cognitiva das pessoas. O próprio autor define este conceito:

Por meio do conceito da experiência da aprendizagem mediada nós nos referimos à forma como os estímulos emitidos pelo meio são transformados por um agente mediador, usualmente um pai, um irmão ou outra pessoa do círculo próximo da criança. Este agente mediador, motivado por suas intenções, cultura e envolvimento emocional, seleciona e organiza o mundo dos estímulos para a criança. O mediador seleciona os estímulos que são mais apropriados e então os filtra e organiza; ele determina o surgimento ou desaparecimento de certos estímulos e ignora outros. Através deste processo de mediação, a estrutura cognitiva da criança é afetada. (Feuerstein, 1994 pp. 15-16 et alli GOMES, 2002 pp.72)

Para Feuerstein, em vez de uma interação aleatória com os estímulos do meio, o mediador ajuda o aluno a processar adequadamente aqueles aspectos significativos para seu crescimento intelectual. Este autor interpreta a Experiência da Aprendizagem Mediada como fundamental para o desenvolvimento cognitivo da criança, aproximando –se do conceito cultural da inteligência de Vygotsky.

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