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Responsabilidade Social na Educação

Júlia Eugênia Gonçalves

A mudança de paradigmas neste início de século, com uma visão mais cooperativa e humanizada das relações pessoais em todos os campos da atuação humana, tem, sistematicamente, trazido à discussão o conceito de “Responsabilidade Social.”

De que se trata ? O que é isso ? Como praticar esta tal Responsabilidade Social ? Nosso objetivo, neste artigo, é tentar explicitar o conceito e sua aplicabilidade na educação, já que não existe possibilidade de desenvolvimento sem que processos educativos sejam acionados, como nos comprova a História.

Responsabilidade social é um termo novo, criado em função da percepção e cada vez mais crescente entre os povos, de que o humano não se traduz na solidão da individualidade. Só tem sentido no corpo da sociedade. Por isso,o vocábulo responsabilidade, que significa qualidade do ser responsável, isto é, que responde pelos seus atos ou pelos de outros indivíduos ou, simplesmente, cumpre seus deveres e obrigações, é atrelado ao termo social, atribuindo-lhe uma nova conotação: não basta ser responsável individualmente: é preciso que cada um seja responsável também pela sociedade, pelo coletivo. Desta forma, a responsabilidade social diz respeito ao cumprimento dos deveres e obrigações dos indivíduos para com a sociedade em geral.

Esta nova perspectiva da responsabilidade, não mais individual, mas coletiva, precisa ser veiculada por intermédio dos processos educativos de que o corpo social dispõe, para manter e preservar sua cultura.

Mosterín traz aos estudiosos da Sociologia e Antropologia uma visão inusitada de cultura, como sendo o resultado das aprendizagens sociais. Declara que aprendizagem social é tudo aquilo que se transmite de geração à geração e passa a ser incorporado aos hábitos, atitudes e conhecimentos de um povo. Sendo assim, urge que as instituições sociais - não apenas a escola – assuma este projeto de levar às novas gerações o conhecimento e a prática da Responsabilidade Social, de maneira a que a humanidade possa se tornar melhor e mais humana.

As empresas estão fazendo isso muito bem, inclusive aproveitando esta idéia para seus programas de marketing. Desenvolvem projetos de responsabilidade social nas mais diversas áreas : ambiental, social, cidadania etc.

As demais instituições sociais necessitam levar a efeito políticas que possibilitem a difusão dos conceitos e práticas inerentes à Responsabilidade Social. Como? Mantendo coerência entre seu discurso e suas práticas. Isto é possível em todas as instâncias educacionais: família, escola, organizações do chamado Terceiro Setor (Fundações, Associações, Religiões, Sindicatos e Partidos Políticos). Este princípio, tão pouco exercitado, necessita ser resgatado, pois a ética é a base da Responsabilidade Social e se expressa através dos valores adotados por cada pessoa ou instituição.

Se todos os agentes sociais compartilharem deste propósito, educando as gerações para o exercício da Responsabilidade Social, este processo, eminentemente educativo, jamais se esgotará e todos estaremos construindo um mundo melhor, sustentável, cooperativo, inclusivo, como em nossos sonhos e utopias sempre acalentamos.

A Fundação Aprender , comprometida com a Responsabilidade Social, tem procurado fazer a sua parte. Dissemina, por intermédios dos cursos que realiza, os princípios éticos da cidadania, o respeito à diversidade, a manutenção de valores morais, aliados a conteúdos e conhecimentos diversos, desde o nível da pós-graduação lato-sensu, até os programas de capacitação profissional, que desenvolve junto ao público mais carente e com baixa escolaridade.

Pratica preços e condições de pagamento compatíveis com diversas categorias econômicas e concede descontos e bolsas de estudos à pessoas que comprovem carência financeira e tudo que arrecada com seu trabalho aplica em projetos sociais comunitários.

Seus professores possuem a crença na potencialidade humana, abraçam o trabalho voluntário como possibilidade constante e procuram o “encontro” com seus alunos, compartilhando das idéias de Paulo Freire, segundo o qual a relação pedagógica é uma relação amorosa e, portanto, ninguém educa ninguém, ninguém ensina ninguém, mas a educação só é possível no encontro das idéias.

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